quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
meu corpo sente se abandonado
Existe uma sensação particular que o corpo sente quando um acordo deixa de ser válido.
Não é um pensamento. Não é uma crise moral. É algo que reside no corpo. Pura sensação.
É como... o silêncio que antes reinava a curiosidade.
Como tocar em algo que você já desejou, que já sentiu, e não sentir nada em resposta.
Como dizer sim com a boca enquanto um "não" ensurdecedor no peito se contrai e desvia o olhar.
Na maioria das vezes, perdemos esse momento.
Por quê? Porque nada está errado o suficiente para justificar qualquer mudança.
O relacionamento ainda funciona. O acordo ainda se mantém. Todos estão sendo decentes. Gentis. Razoáveis.
E, no entanto, o desejo diminuiu. Não desapareceu, apenas... empalideceu.
É assim que um acordo expirado costuma ser. Não é dramático ou explosivo, é mais como uma retirada muito sutil da vitalidade. A chama queima fraca, talvez até se apague.
É um corpo que para de se entregar. Um sistema nervoso que se torna complacente em vez de aberto. Uma queixa silenciosa que ainda não tem palavras.
Você pode ficar aqui por muito tempo, sem perceber.
Você pode chamar isso de maturidade, lealdade, equilíbrio e evolução. Qualquer coisa que te ajude a passar a noite.
Mas o corpo sabe a diferença entre segurança e autoabandono.
E a solução? Não se trata de consertar nada. Trata-se simplesmente de perceber onde você parou de escolher e começou a suportar.
Porque quando um acordo ainda está vivo, o corpo participa com entusiasmo. Quando não é assim, o corpo simplesmente coopera.
Essa diferença faz toda a diferença.
Não se trata de explodir coisas ou provar o quão livre você é… trata-se de perceber quando você está vivendo de acordo com uma decisão antiga em vez de sua autoridade atual.
A primeira consequência de um acordo expirado não é o ressentimento… é a insensibilidade.
E a insensibilidade é uma coisa terrível que tem o poder de convencer as pessoas de que é assim que a vida adulta se sente.
Se isso fizer sentido para você, convido você a participar dos comentários e nomeá-lo honestamente, sem explicações ou justificativas:
“Um acordo que eu achava que não me parecia mais válido é…”
Só o ato de nomear já restaura mais poder do que a maioria das pessoas imagina, e ser testemunhado nessa honestidade ajuda a reacender a sensação.
Sobre quais acordos você precisa ser mais honesto consigo mesmo?
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