Podemos repensar as nossas atitudes, o nosso estilo de vida, reduzir a nossa pegada ecológica através de uma redução no consumo: consumindo menos energia, menos água, menos "coisas", optando sempre que possível por reutilizar e reciclar, escolhendo uma alimentação com menos carne, utilizando meios de locomoção menos poluentes, preferindo os transportes públicos aos particulares, partilhando. Escolhendo casas, carros e electrodomésticos energeticamente e ambientalmente mais eficientes. Instalando sistemas de energias renováveis, melhorando o isolamento e ventilação natural dos edifícios, não sobreaquecendo as nossas casas, evitando fugas e desperdícios de água. Podemos agir em casa, na rua, podemos reciclar e podemos intervir.
Para além destas e muitas outras acções, que traduzem uma mudança de atitude e uma mudança no estilo de vida, esta é a altura de nos manifestarmos publicamente como forma de pressionar os líderes mundiais a aprovarem um futuro tratado de Copenhaga justo, ambicioso e vinculativo.
A hora de mudar o nosso estilo de vida para um modo mais sustentável foi ontem é hoje e será amanhã. O mundo ocidental tem de mudar, tem de desacelerar o seu consumo, para que o planeta chegue para todos, para que os povos mais pobres possam ter direito a melhorar a sua qualidade de vida.
sábado, 26 de junho de 2010
Somos todos inocentes. Somos todos culpados.
"Se não forem eles, que sejamos nós a fazer a diferença"
Evitem, reduzam ou acabem de vez com a utilização dos sacos plástico. O nosso planeta e a sua vida selvagem merecem. E para nós humanos, quer mereçamos quer não, só poderá ser benéfico.

Introduzidos nos anos 70, os sacos de plásticos depressa se tornaram muito populares, especialmente através da sua distribuição gratuita nos supermercados e outras lojas. São também uma das formas mais comuns de acondicionamento dos resíduos domésticos e, através da sua decoração com os símbolos das marcas, constituem uma forma barata de publicidade para as lojas que os distribuem.
Os sacos de plástico não são formas de transporte inócuas para o ambiente pelo elevado número de sacos produzidos e a natureza não biodegradável do plástico com que são produzidos. Além disso, a produção do polietileno faz-se a partir de combustíveis fósseis e acarreta a emissão de gases poluentes.
Calcula-se que cerca de 90% dos sacos de plástico acabam a sua vida em lixeiras/aterros, ou como resíduos ou como contentores de resíduos.
Em Portugal a Quercus concluiu que dos supermercados que distribuem gratuitamente os sacos plásticos, 95% dos clientes saíam a carregar sacos novos e apenas cinco por cento traziam reutilizáveis. Já entre os clientes de supermercados que cobram pelos sacos, a proporção é de 51% e 49%, respectivamente.
LEVA O TEU SACO REUTILIZÁVEL ÀS COMPRAS….VAIS SENTIR-TE MELHOR!
Evitem, reduzam ou acabem de vez com a utilização dos sacos plástico. O nosso planeta e a sua vida selvagem merecem. E para nós humanos, quer mereçamos quer não, só poderá ser benéfico.

Introduzidos nos anos 70, os sacos de plásticos depressa se tornaram muito populares, especialmente através da sua distribuição gratuita nos supermercados e outras lojas. São também uma das formas mais comuns de acondicionamento dos resíduos domésticos e, através da sua decoração com os símbolos das marcas, constituem uma forma barata de publicidade para as lojas que os distribuem.
Os sacos de plástico não são formas de transporte inócuas para o ambiente pelo elevado número de sacos produzidos e a natureza não biodegradável do plástico com que são produzidos. Além disso, a produção do polietileno faz-se a partir de combustíveis fósseis e acarreta a emissão de gases poluentes.
Calcula-se que cerca de 90% dos sacos de plástico acabam a sua vida em lixeiras/aterros, ou como resíduos ou como contentores de resíduos.
Em Portugal a Quercus concluiu que dos supermercados que distribuem gratuitamente os sacos plásticos, 95% dos clientes saíam a carregar sacos novos e apenas cinco por cento traziam reutilizáveis. Já entre os clientes de supermercados que cobram pelos sacos, a proporção é de 51% e 49%, respectivamente.
LEVA O TEU SACO REUTILIZÁVEL ÀS COMPRAS….VAIS SENTIR-TE MELHOR!
terça-feira, 22 de junho de 2010
As minhas novas mãos
No passado dia 14 de Junho de 2010, os alunos do curso nocturno dos EFA – A1, da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro fizeram mais uma visita, desta vez a uma Escola de Formação de Estética e Beleza, onde se preparam os futuros profissionais interessados nessas áreas.
A entidade formadora ALTIUS – Centro de Formação Profissional foi constituída em Julho de 1997. A sua sociedade é formada por elementos ligados à formação profissional desde 1993, na área da Estética Cosmética e Fisioterapia, adquirindo o know how que deu origem ao Altius
Tivemos algumas demonstrações de beleza com os alunos dos EFA, que se prontificaram, a fazer depilação e massagens, assim como arranjar as unhas.
Também ficámos a saber que a apresentação, o bom aspecto e o cuidar-se são muito importantes nos dias de hoje.

As Mãos, Manuel Alegre
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
As mãos são, sem dúvida, muito importantes nas nossas tarefas diárias e em tudo o mais. Que gostas de fazer com as tuas mãos? Tens algum talento especial?
http://www.altius.pt/index.html
A entidade formadora ALTIUS – Centro de Formação Profissional foi constituída em Julho de 1997. A sua sociedade é formada por elementos ligados à formação profissional desde 1993, na área da Estética Cosmética e Fisioterapia, adquirindo o know how que deu origem ao Altius
Tivemos algumas demonstrações de beleza com os alunos dos EFA, que se prontificaram, a fazer depilação e massagens, assim como arranjar as unhas.
Também ficámos a saber que a apresentação, o bom aspecto e o cuidar-se são muito importantes nos dias de hoje.
As Mãos, Manuel Alegre
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
As mãos são, sem dúvida, muito importantes nas nossas tarefas diárias e em tudo o mais. Que gostas de fazer com as tuas mãos? Tens algum talento especial?
http://www.altius.pt/index.html
terça-feira, 15 de junho de 2010
Ser Velhinho

Neste trabalho vou falar sobre o excerto dos textos publicados por alguns escritores em que abordam o tema “ser idoso”.
Também vou falar de mim a pensar quando eu for velhinho.
Algumas das fábulas são provas de realidade.
José Carlos Pereira Ary dos Santos nasceu em Lisboa, São Sebastião da Pedreira em 7 em Dezembro de 1936 e faleceu a 18 de Janeiro de 1984 foi um poeta e declamador português
Balada para uma velhinha
Uma pessoa nunca é velha mesmo mediante a idade que tenha, “velhos são os trapos”. Algumas pessoas a partir dos seus 50/60 anos de idade pela perda de memória, a falta de mobilidade e flexibilidade e o seu desgaste muscular e mental que as torna muitas vezes limitadas na sua vida normal, enquanto outras pessoas com 80/90 anos de idade são ainda muito activas na sua vida pessoal e mesmo na sociedade.
Eu, aos 55 anos, estou a realizar um sonho de voltar a ser estudante e com projectos para o futuro, mesmo quando for velhinho, sentado no sofá ou no banco de jardim como aquela velhinha de rosto sem frescura e de canseiras de rugas onde o tempo não facilitou a sua vida, assim nos fala o texto de José Carlos Ary dos Santos “Balada para uma Velhinha”.
Agora essa velhinha sozinha no banco de jardim, como deve ser triste neste mundo ser velhinha. Essa velhinha podia ser a minha mãe, mas ela não chegou a ser velhinha, faleceu nova.
Pedro Paixão, escritor português, nascido em Campo de Ourique, Lisboa, no dia 7 de Fevereiro de 1956. Doutorado em Filosofia. Foi professor dessa disciplina na Universidade Nova de Lisboa
A minha mãe demente
Um texto do livro de Pedro Paixão, O Mundo é tudo o que Acontece em que fala de uma pessoa como sendo a sua mãe, recordando-a como pessoa inteligente mas que por algum motivo perdeu qualquer coisa de muito importante da sua vida (a memória), esquecendo todo o sentido de vida o que a torna uma pessoa sem rumo e orientação própria talvez alguma doença como por exemplo: o Alzheimer que deixa uma pessoa fisicamente viva mas mentalmente sem vida esquecendo tudo o que a rodeia.
valter hugo mãe é o nome artístico do escritor Valter Hugo Mãe; nasceu em Saurimo, Angola no dia 25 de Setembro de 1971. Além de escritor é editor, artista plástico, cantor e DJ português.
Valter Hugo
Um escritor que fala da morte de uma pessoa, em que o seu cônjuge tem de ir viver para um lar.
Nesses lares da terceira idade, os velhinhos onde lhes é dado apoio moral e carinho também se tornam um encargo financeiro não acessível a muitas bolsas dos familiares e recorre-se a casas mais baratas e ilegais onde os nossos idosos podem viver em más condições higiénicas e não adequadas à sua vida, mesmo chegando ao ponto de serem maltratados até fisicamente.
Quantos deles choram e lembram a falta dos seus familiares, embora tenham os colegas de sala ou quarto para convívio enquanto vão esperando que a morte os separe.
Como deve ser triste ser velhinho! E muitas vezes não puderem ser atendidos os seus pedidos ou desejos
Muitos destes idosos são encaminhados para lares de 3ª idade, Misericórdias ou Instituições que os acolhem ou lhes prestam serviços ao domicílio.
Enquanto outros nada têm e vivem isolados ou abandonados pelos seus familiares que se encontram em países estrangeiros ou mesmo na sua terra natal e ainda não pensaram que um dia ainda podem ser velhinhos e precisam de apoio e carinho.
Nalgumas aldeias ainda é possível e tradicional que os pais andem mensalmente em casa dos filhos porque os filhos são pessoas disponíveis, querem e podem cuidar deles até aos seus últimos dias de vida, enquanto que outros gostariam de o fazer mas não o podem devido à sua vida profissional e não têm tempo para os acarinhar, nem lhes dar apoio.
Uma pessoa idosa muitas vezes é difícil de compreender pela revolta de si própria, ou por falta de noção da vida exterior o que os torna impacientes.
Mas hoje com os apoios do Estado, Misericórdias e Instituições alguns dos nossos idosos estão a ser acompanhados e os seus dias de vida vão-se alongando por mais alguns anos, ou seja, a esperança média de vida está a aumentar.
Para mim foi interessante ler este texto porque me fez pensar e cair na realidade de tudo aquilo que estava a ser dito e pela maneira como o escritor o tinha escrito pela sua ortografia sem utilizar as letras maiúsculas após os parágrafos e os pontos finais.
Gabriel García Márquez nasceu em Aracataca no dia 6 de Março de 1927 é um escritor, jornalista, editor e activista político colombiano.
Aos 90 anos
Eu também gostaria de acordar aos 90 anos não às 5 da manhã, mas às 7 ou 8 sem compromisso de escrever ou assinar crónicas mas com o sentido de estar vivo e lúcido para pensar um pouco naquilo que foi o meu passado.
Quando somos jovens ouvimos os nossos pais desabafarem as suas mágoas e não acreditamos muito nessa realidade.
Depois, com os anos a passarem por nós, vamo-nos identificando com os nossos pais pelas dores corporais, faltas de memória, algumas alterações fora do hábito normal, alguns comportamentos também diferentes daqueles que eram aplicados por nós em décadas anteriores.
José de Sousa Saramago nasceu em Azinhaga no dia 16 de Novembro de 1922 e é um escritor, roteirista, jornalista, dramaturgo e poeta português.
José Saramago

Esta fábula conta-nos a lição de moral dada por uma criança de oito anos ao seu pai em relação ao comportamento que ele estava a ter com o pai pelo feio tratamento que estava a dar ao avô da criança, sendo obrigado a almoçar, jantar e cear sozinho sentado na soleira da porta para não sujar a casa devido à falta de mobilidade e alguma flexibilidade o que fazia com que ele deixasse cair a comida para o chão enquanto tentava levá-la à boca.
A criança ia observando este acontecimento com alguma atenção e um dia, para surpresa de seu pai, viu-o a trabalhar um bocado de madeira pensando que era um brinquedo mas na realidade era uma coisa mais importante.
Após a pergunta feita pelo pai, “o que estás a fazer?” o filho responde “estou a fazer uma tigela para quando o pai for velho e lhe tremerem as mãos e ser obrigado a ir comer para a soleira da porta como fizeram ao avô”.
Após esta explicação dada pela criança o pai viu a verdade e foi pedir desculpa e perdão ao seu pai e a partir daí passou a ajudá-lo a sentar-se na cadeira, por suas próprias mãos lhe levava a comida à boca porque ainda o podia fazer e o seu querido pai já não.
Por isso não desejes para os outros aquilo que não queiras que te aconteça.
Esta fábula faz lembrar outro acontecimento da existência de hábitos aplicados aos velhotes:
Fala a lenda que numa determinada localidade quando se atingia uma idade de velhote os filhos preparava um grande farnel e uma manta; levavam os seus pais para o bosque e lá os abandonavam para serem comidos pelas feras e sobreviverem enquanto a comida durasse. Ao abandoná-los os filhos voltavam para junto da família nessa localidade.
Certo dia, um filho ao ir levar o seu pai para esse destino, quando chegaram e ao fazer as despedidas, o filho foi surpreendido pelo pai ao vê-lo rasgar a manta a meio e dirigir-se ao filho entregando-lhe uma metade dessa manta dizendo-lhe ”guarda-a que é para ti”.
O filho após esta afirmação ficou pensativo.
Depois viu a verdade, pediu desculpa ao seu pai e trouxe-o de volta para a sua localidade de onde tinha partido, e graças a esse exemplo, nunca mais se repetiu essa história.
A Velhice

É um facto que os idosos que hoje em dia moram sozinhos ou se encontram em casa dos filhos passam muitas horas sem companhia, especialmente os que se encontram acamados. Os que ainda se conseguem mexer vão dando os seus pequenos passeios, se prestarmos um pouco de atenção encontramo-los frequentemente a jogar às cartas no parque.
Após ter visto na televisão um documentário sobre o tema da terceira idade, e este me ter despertado alguma curiosidade, porque a minha avó estava a atravessar essa fase, decidi elaborar uma pequena pesquisa, através da qual descobri textos e um fado, que demonstram esta etapa da vida, em diversas vertentes relacionadas mais concretamente com a solidão, a tristeza dos idosos quando são colocados no lar, os primeiros sinais da chamada “velhice” e também as atitudes negativas que os mais jovens têm para com os idosos. Com é o caso da Balada para uma velhinha composta por José Carlos Ary dos Santos, que evidencia um pouco da solidão que os idosos passam. Esta é agravada muitas vezes com a falta de compreensão dos parentes mais próximos que os internam nos lares demasiadas vezes por não terem condições para lhes prestar melhores cuidados é motivo de tristeza para muitos avós.
O texto A minha mãe demente do autor Pedro Paixão, retirado do livro O Mundo é Tudo o que Acontece, refere o início de alguns sintomas que podemos associar à terceira idade; já com o excerto do livro Memórias das Minhas Putas Tristes tive a noção de como nos vamos apercebendo dos sintomas da velhice; o excerto do livro a máquina de fazer espanhóis demonstra um pouco do que sentem os idosos quando são internados no lar para a terceira idade. Com a leitura da fábula de Intermitências da Morte do autor José Saramago apercebi-me que por vezes não temos a melhor atitude para com os nossos avós.
Com a leitura dos textos pude notar que, à medida que a idade vai avançando começam a aparecer os primeiros sinais de demência, o esquecimento do próprio nome e leva muitas vezes o idoso a perder-se, como é demonstrado no texto a minha “mãe demente” de Pedro Paixão.
Esse facto leva muitas vezes os familiares desses doentes a perderem a paciência relegando frequentemente os seus cuidados a enfermeiros ou para lares muitas vezes sem que estes idosos queiram lá ficar. Esta é uma atitude que muitos idosos vêem com revolta. No entanto não é só por doença que muitos idosos são colocados em lares como demonstra o texto de Valter Hugo Mãe no livro A máquina de fazer espanhóis em que após morte da sua mulher, Laura interna o pai no lar para grande tristeza deste.
À medida que a idade vai avançando, os id osos já não conseguem comer sozinhos, porque quando as suas mãos começam a ficar trémulas e ao comer, por exemplo, sujam a toalha, ou deixam cair talheres, na maior parte das vezes os mais novos não têm tanta paciência como deveriam ter. Esse facto é demonstrado na fábula do autor José Saramago em que o avô já nem consegue comer sozinho e o seu filho chega ao ponto de o pôr o comer na soleira da porta para que não suje a mesa, e onde acaba por ser o neto a elaborar uma artimanha para chamar a atenção do seu pai ao demonstrar que será esse mesmo tipo de tratamento que ele no futuro receberá, sendo esse comportamento errado, como o filho do idoso vai acabar por reconhecer.

Todavia quando somos mais novos, e começam a aparecer os primeiros sintomas, “uma dor nas costas que incomoda a respirar” e os médicos não dão importância dizendo que “é uma dor natural da sua idade”. Em que nos habituamos a acordar em cada dia com uma dor diferente que vai mudando de forma à medida que os anos passam. No fundo são vários os sintomas que à medida que os anos passam se vão impondo, e que por cada ano que passa se acentuam até que por fim deixam de ser capazes de realizar as mais simples tarefas sem ajuda, mesmo a sua alimentação tal como demonstra o livro Memorias das Minhas Putas tristes do autor Marquez, Gabriel Garcia.
Na minha maneira de ver, a terceira idade é uma etapa a que talvez todos nós chegaremos, no entanto muitas vezes os idosos são desrespeitados pelos mais novos que acabam, na maior parte das vezes, por gritar quando estes fazem algo errado, ou simplesmente não conseguem segurar um copo e acabam por entorná-lo porque as suas mãos já não são tão fortes como quando eram jovens. Esquecemos frequentemente o ditado popular “Filho és pai serás, assim como fizeres, acharás”, no entanto quando formos idosos é certo que não queremos ser tratados com a aspereza e indiferença com que tratamos muitas vezes os mais velhos. Se perdêssemos tempo para os ouvir poderíamos aperceber-nos que eles nos podem ensinar sempre coisas úteis.
O meu quarto

O meu quartito, o meu refúgio, com a cama ao pé da janela e cortinados com ursinhos e balões desenhados; a mesa-de-cabeceira com um candeeiro em forma de flor, e ao centro um sofá com peluches; na parede um palhaço de trapos pendurado com cara alegre e cabelos ruivos, onde o roupeiro é ao pé da porta, lembro-me que lá para além da roupa muitas vezes guardava guloseimas como se fossem um tesouro. Naquele quarto onde cresci, onde tantas vezes a minha mãe me contava histórias para adormecer, onde algumas vezes fiquei de castigo quando fazia alguma travessura. Nesse sítio tão especial e privado para mim, onde quando estava triste me escondia do mundo.
Onde costumava brincar com a minha irmã e tantas vezes fiz os meus trabalhos de casa, local que muitas memórias minhas guarda, onde sempre me senti protegida, esse local que presenciou os meus momentos tristes e felizes, que tantas memorias me traz. O meu esconderijo, local onde muitas vezes descanso, protegida do mundo.
Será este o meu quarto?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A Terceira Idade

A Velhice
Não consigo imaginar-me sendo uma velhinha com 80 anos, porque significava que teria que fazer o dobro da minha idade e ainda falta muitos anos para decorrer esse caminho tão grande. Devido também à sociedade em que estamos inseridos com muito stress, e diversos factores no nosso quotidiano que cada vez mais tiram a qualidade de vida a muitas pessoas cada vez mais cedo.
Eu sei que não deveria ter uma atitude negativa sobre a minha longevidade, porque sou uma pessoa católica e penso que a chegada da nossa hora da morte está nas mãos de Deus.
Sinto-me muito sensibilizada com o que tem acontecido à minha geração em relação ao aparecimento constante da doença do cancro, que tem aparecido a muitas pessoas com diversas idades e a partir dos quarenta anos. Também este factor faz-nos pensar que ninguém está livre desta situação, em qualquer idade e que seria hipócrita e devido ao aparecimento de certas doenças próprias da velhice que ia chegar aos oitenta e tal anos.
Outro factor que me preocupa muito na minha actual idade e que leva a ter este lado oposto de vir a ser velhinha e como iria ser, tem a ver com o constante cansaço de cada vez mais trabalho e poucos colegas de trabalho. Com isto estou a referir-me no meu desgaste físico e mental a curto prazo.
Estes textos sobre a velhice que eu escolhi são, para mim, muito interessantes porque é com grande admiração e respeito que gosto de apreciar, e conviver com pessoas da terceira idade. São pessoas muito encantadoras a contarem mais ou menos o passado da vida delas, e terem uma certa qualidade de vida e alguma autonomia.
Neste texto d´ A Balada para uma velhinha, acompanhada de uma música de Martinho d’ Assunção cantada em fado é comentada a grande admiração e valorização da existência de uma velhinha. Encontrando-se esta velhinha sozinha, e sentada à sombrinha num banco de jardim com um rosto com algum ar de frescura. Sendo um pouco triste vê-la metida na solidão vista por alguém, que vai idealizando o seu passado e as dificuldades ultrapassadas na sua vida de pobreza. Apesar de ela estar a passar a fase da velhice, que se torna por um lado num grande desgaste físico e mental de tantos anos de rigidez nos ossos e na alma, é valorizada por alguém que relembra a sua mãe que já morreu.
No texto A minha mãe demente, é abordada a situação entre a relação existente entre filho e mãe no passado e no presente. Em que o filho assiste aos vários problemas de saúde mental da mãe relacionados com o avançar da velhice. Retrata a história de um filho e a relação existente com a mãe, e que relembra a inteligência dela, e o apoio que lhe dera no passado, nos ensinamentos de mãe para filho, e que presentemente o seu filho estava um Homem, a mãe estava envelhecida e com a memória muito esquecida. Os seus gestos e os actos praticados por ela ao ensinar matemática. E este agora era um assunto pertencente ao passado por oposição à memória muito esquecida que muito afecta as pessoas que caminham para a velhice.
Para este filho, tornam-se dias difíceis ao ver a sua mãe durante a noite a andar pela casa, sem razão de ser e desorientada sem saber qual a tarefa que ficou por fazer. E ele nota que “ desconhece “ a mãe que ainda existe no presente e a que teve no passado.
Também ele pensou por instantes na piedade que sentia e sofria com todas estas situações e atitudes da mãe.
Tudo isto contribuía e tinha para o seu filho um significado de uma enorme saudade dos tempos passados, e na aceitação de como a vida na velhice de sua mãe estava a decorrer mal. Este filho deparava-se com a desorganização mental de sua mãe, devido à sua doença que o fazia pensar e reflectir sobre a existência na relação impiedosa, e o que seria melhor, se a vida ou na morte.
No texto a máquina de fazer espanhóis foi despejado, num lar, um velhote e levado pela sua filha que se chamava Elisa, que o instalou para ali morar. E tudo isto porque lhe tinha falecido a sua mulher, Laura, com quem o seu pai teria vivido durante algum tempo e teria sido também a sua companhia diária.
Este velhote sentia-se inconformado com todas as situações existentes no lar na ocupação dos quartos devido ainda a ser uma pessoa lúcida e ainda andar pelos seus próprios meios. Ele teria pensado que no seu quarto virado para um jardim que apesar das grades na janela, poderia sentir-se melhor ao apreciar as crianças a brincarem e as pessoas a circularem por lá. Apesar deste velhote não se sentir conformado, ao olhar para os sacos da sua roupa, que era naquele lar que iria viver presentemente. Mas a ele despertou-lhe a atenção lá existir outros velhotes com pior situação que a dele em serem pessoas já acamadas e que tinham as janelas viradas para o cemitério.

Entretanto a sua filha despediu-se do seu pai com um beijo na sua face, após ele já ficar mentalizado de ali ficar a morar por ter pendurado alguma roupa no armário do seu novo quarto do lar, com muita tristeza.
Ao vê-la ir-se embora para ir ter com o marido e os seus netos sentiu-se um velhote abandonado e com vontade de sentir ódio pela atitude da sua filha. Mas este velhote não consegue sentir esse sentimento, que pensou por momentos, pelo amor que sente pela sua filha e família.
Ele tenta ambientar-se com as paredes brancas do lar, apesar de ver que a sua família vi-as fora dali com paredes de muitas cores. Isto tinha um grande significado para este velhote que a vida da sua filha era muito alegre e cheia de felicidade com a restante família.
No texto que é comentado, No dia dos meus noventa anos, este velhote levanta-se às cinco da manhã como habitualmente à sexta-feira, para escrever mais uma das suas crónicas publicadas aos domingos em El Diário de La Paz. Ele começa por falar que ainda ele era muito pequeno, e tinha apanhado piolhos que apareciam na almofada e voavam pela sua cabeça.
E para ele ir à escola teve que rapar o cabelo pois só tinha sabão para lavar a cabeça que não matava os piolhos.
Este velhote sentia que a crónica que estava a escrever sobre os seus noventa anos deveria ser expressada como forma de glória por ter alcançado aquela idade e viver a velhice.
Ele, aos seus quarenta e dois anos, começou a notar certas dores nas costas e, ao ir ao médico, e notou que ele não deu grande importância à sua situação. Apesar de ele ter achado que era já da velhice, o seu médico sorriu-lhe com um ar de que ele apenas estava a proceder como um filósofo por ter pensado e dito aqueles que sintomas já eram do começo da “velhice”. E o seu médico expressou-se bem por saber muito bem que aquela dor era natural naquela idade ainda tenra. A velhice ainda vinha longe, e a prova disso foi quando este velhote passados mais alguns anos começou a ver mal.
E na quinta década é que este escritor já velhote começou a ter as primeiras falhas de memória ao procurar os óculos por toda a parte da casa. E depois esta situação começou a repetir-se noutras circunstâncias no dia a dia, da vida da sua velhice de reconhecer os nomes das pessoas e não saber distinguir dos rostos das fotografias.
Sendo assim ele lamenta esta grande falta de memória que lhe tinha trazido estes dissabores apesar de ter que sentir uma glória em ter alcançado noventa anos que tem a noção de ter bastante idade da sua existência da vida.
O texto da fábula tradicional dá uma lição de moral em relação a aprender a lidar com os velhotes dada por uma criança de oito anos, que tem um bom coração. Por mais idade que as pessoas tenham, há sempre muito a aprender. Era uma vez uma família, um pai, uma mãe, um avô que era o pai do pai e o filho de oito anos. O seu avô já tinha muita idade e tremia muito das mãos, e o seu filho e a nora começaram a ficar aborrecidos com a maneira de o idoso comer, tremia por todo o lado, as suas mãos velhinhas já não conseguiam segurar os talheres e levar a comida à boca, por essa razão entornava tudo no chão e sujava as toalhas todas, o que causava ainda mais aborrecimento ao seu filho e nora.
O filho, irritado, arranjou uma tigela de madeira e bruscamente disse ao pobre pai que a partir deste momento ia começar a comer sentado na soleira da porta da rua porque era mais fácil de limpar.
O netinho com o coração repleto de amor e carinho pelo avô, e vendo estas injustiças praticadas frente aos seus olhos, começou a talhar com um canivete uma tigela em madeira. O pai perguntou-lhe o que ele estava a fazer, quando de repente o filho sem tirar os olhos do que estava a fazer respondeu ao seu pai, «estou a fazer uma tigela de madeira para quando fores velhinho, para quando não conseguires levar a colher à boca e entornares tudo no chão.»
O pai ouvindo uma resposta destas e sensibilizado com a reacção do filho e também, com o exemplo que estava a dar ao seu próprio filho mudou de imediato de atitude para com o seu pai, dando-lhe de comer todos os dias.
As pessoas gostam de um toque humano, segurar na mão, receber um abraço afectuoso, ou simplesmente um toque amigável nas costas. Principalmente um idoso que precisa tanto de carinho e amor ao ver-se envelhecido por dentro e pelo seu aspecto exterior. Ele sentia-se pelos maus modos de ser tratado pelo seu filho, que o ignorava e desprezava.
O fluxo da vida torna-se suave e constante, rico em alegria, amor e entusiasmo, quando nos permitimos sentir bem pelo que desejamos no nosso interior, e pelas pessoas com quem convivemos. Qualquer desejo que um velhote queira realizar com a nossa ajuda deveríamos colaborar com ele para o fazer feliz com a vida. O que acontece, na maioria das vezes, é que deixamos de imediato, entrar as frases de travão ao nosso desejo e assim deixamos de fazer um gesto ou palavras de ternura e carinho para com o outro, mas todos nós temos estes momentos infelizes. É próprio do ser humano que falta muito para chegar à perfeição. Retomar o fluxo de harmonia pode muitas vezes não ser fácil, mas podemos tornar esse processo cada vez mais simples.
Neste caso foi preciso o filho com duas palavras ditas ao seu pai, para lhe chegar ao coração e de facto fazer ver ao seu pai que estava a ter um comportamento incorrecto. O amor que sentimos por nós mesmos, assim como a auto-imagem de merecimento e valor, têm que ser restaurados e elevados ao máximo.
É um direito de todos os seres humanos viver em estado de Excelência e Bem-estar porque um dia também vamos ser velhos. Por essa razão devemo-nos lembrar que quando vemos um idoso é a nossa imagem futura, e devemos auxiliá-lo em tarefas que necessite ou nos possa pedir ajuda para as concretizar. E pensarmos que um dia vai-nos chegar a velhice e deveremos tratá-los como gostaríamos que nos tratassem quando chegarmos a essa idade.
Com este trabalho realizado, concluí que é fundamental aprendermos a lidar com as pessoas da terceira idade porque são pessoas com muita experiência de vida, e merecem todo o nosso amor, carinho, ternura e consideração pelos seus gestos limitados que a velhice lhes proporciona ao longo da vida.
Apenas faz-me bastante confusão e refilo com os jovens que gozam com os velhotes e fazem troça deles.
E por tudo isto costumo dizer-lhes que um dia vão ser velhos e que não vão gostar nada de serem gozados e chamados de velhos.
EFA- A1 Heloisa Silva
sábado, 5 de junho de 2010
Sou Velha, mas não sou lixo.
GRANDE MAFALDA VEIGA!!!!!!!
"Sabes eu acho que todos fogem de ti para NÃO VER...a imagem da solidão que irão viver QUANDO FOREM COMO TU...!!!!!!! um resto de tudo que existiu...Quando forem como tu, um velho sentado no jardim"
Mas...cada pessoa,começando por si mesma,deve se preparar para,não só conviver com a realidade da solidão inerente a todas as idades,como para,da forma mais saudável possível, conviver e aproveitar das suas potencialidades e das do TEMPO em que estiver viva...
sábado, 29 de maio de 2010
Balada para uma velhinha

Estes cinco excertos de escritores, baseiam-se em histórias de pessoas de idade avançada, o seu sofrimento e os males que aparecem até ao fim de suas vidas.
Balada para uma velhinha.
Escolhi este texto da Balada para uma velhinha, do poeta José Carlos Ary dos Santos.
Nasceu na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, a 07 de Dezembro de 1936 e faleceu a 18 de Janeiro de 1984 na mesma cidade. Ficou conhecido no meio social e literário por Ary dos Santos. Este poema e canção retrata de um certo forma os últimos anos da vida das pessoas. Refiro me mais às pessoas de recursos económicos mais baixos e também com a relação da família e a sua maneira de aceitar as pessoas de idade avançada.
A velhice é uma etapa da vida muito triste quando não se tem amigos da mesma idade e a saúde não seja a melhor, porque assim sentimo-nos muito sós.
A sociedade parece que está feita para os jovens, porque existem muitas diversões e tudo o que é informação está sempre relacionado com a juventude, a competição e a agilidade.
A balada da velhinha indica os dias solitários quase ao abandono do ser humano, mas sempre com um resto de juventude no corpo, aquele que já fez tudo neste mundo para viver até à idade do cansaço.
A expressão de arte é feita na música que se ouve com a sua melancolia tão comum no fado.
No jardim, ela contrasta as marcas da idade com a renovação da beleza dos jardins que aconteçe todas as primaveras.
A minha mãe demente
A minha mãe é um exerto do livro,” O mundo é tudo o que acontece” de Pedro Paixão, escritor português, nascido em Campo de Ourique (Lisboa), no dia 7 de Fevereiro de 1956. Doutorado em Filosofia.
Este senhor ao ver a mãe assim, sente um sofrimento enorme de ver ela naquele estado de angústia e total demência.
Quando era nova, gostava muito de ler e instruiu o filho com todos os conhecimentos que tinha aprendido. O estado a que chegou foi ao extremo porque se isolou e não sabe onde está e perdeu a noção do tempo e as pessoas para ela já não são nada. O tempo parou e a correria não tem sentido porque não sabe o que vai fazer.
Quando se chega a um estado de saúde assim, as pessoas mais próximas sofrem todos os dias. A melhor forma para cuidar destes doentes seria haver uma instituição que as trate e estejam em comunidade com os mesmos males.

Lar de idosos
valter hugo mãe é o nome artístico do escritor Valter Hugo Mãe (Saurimo, Angola, 25 de Setembro de 1971). Além de escritor é editor, artista plástico, cantor e DJ português. É interessante a forma como escreve, com poucos parágrafos e começa sempre com letra pequena.
Esta é a história de quem, no momento, perde a mulher que repartiu a vida e sente-se só e condenado, pelo facto de a família o entregar a clausura do lar dos idosos, mas ainda se sente novo e bastante lúcido, e correu todos os lugares do lar dos velhos e notou que estava longe dos seus dias porque ainda via na janela o jardim, porque tem outra etapa pela frente que o pode preocupar, quando for mais para perto do cemitério.
O viúvo sente-se como empurrado no lar só para não ser um estorvo em casa.
Nos nossos dias acontece com regularidade afastarem as pessoas de idade da família porque só dão trabalho e tem que haver um agregado da família disponível, mas na sociedade em que vivemos torna-se difícil devido a terem que trabalhar para o sustento da casa.
As reformas são pequenas, quase não dá para pagar o alojamento da residência que será o último na vida de quem pára por ali.
Viver num quarto com grades e sem vista para ser contemplada é muito triste para ele que tinha tido sempre essa possibilidade.
As tristezas maiores que notamos a quem visita essas casas, é os medicamentos para acalmar e pôr a dormir os mais teimosos, que acabam por incomodar o funcionamento regular dos hóspedes.
Antigamente, não há muito tempo, os idosos da família eram acompanhados pelos filhos e criavam os netos.
Conheço muitos lares de idosos. Como em tudo, há os bons e os maus, mas há uma enorme voracidade de ganhar dinheiro à custa dos velhos. Os proprietários deste lar eram um exemplo disso. Não só os amontoavam, como não lhes disponibilizavam pessoal de apoio em número suficiente. Gente desta estirpe merecia ser severamente punida. Condenada a restituir aos velhos o dinheiro que lhes andou a cobrar ao longo de vários anos, proibida para sempre de explorar um lar e privada da propriedade onde os albergava, que reverteria para a Santa Casa da Misericórdia local.
Muitos destes velhos serão, provavelmente, pessoas sem problemas graves de saúde que mereciam maior atenção por parte das famílias e do Estado. Gente que precisa de atenção e carinho e não pode ser tratada como um objecto de quem a família se quer ver livre e a quem o Estado não dá condições de vida dignas. O actual governo tem tomado algumas medidas positivas em relação aos idosos mas não tem criado condições para que as famílias não se vejam obrigadas – por falta de alternativa a colocar os seus velhos em lares. Foi uma boa ideia criar um apoio especial para famílias que, tendo seniores a seu cargo, pretendam prestar-lhe assistência.
O problema é que ninguém pode deixar o seu emprego e viver à custa desse apoio…Não é com apoios financeiros e outros incentivos para os lares, que se resolve o problema dos velhos. É com disponibilização de afectos…

Os 90 anos
Gabriel Garcia Márquez, também conhecido por Gabo, nasceu em 6 de Março de 1928, na cidade de Aracataca, Colômbia, filho de Gabriel Eligio Garcia e de Luísa Santiaga Márquez.
Chegar a uma idade avançada sem se aperceber, e depois lembrar que na juventude o ensinaram a ser muito obediente e uma pessoa higiénica, mas com muita pobreza porque repartia o sabão com o seu animal de casa. Na sua juventude não preparam as pessoas para a velhice, a idade em que os piolhos fogem dos cabelos de tanta velhice e cheiro a secura da pele.
As pessoas começam a sentir-se velhas quando aparecem as primeiras dores no corpo. Tinha 42 anos quando sentia uma dor de costas que até custava a respirar, mas que até é normal nessa idade.
Sabemos que a juventude não é eterna, e custa acreditar só quando ficamos parecidos com o nosso pai é que nos sentimos verdadeiramente velhos.
Com a idade aparece outras dores, outros sintomas, isso varia mesmo com os anos a passar no corpo e também podem ser mazelas do estilo de vida que temos quando somos novos.
Quando se chega aos cinquenta anos, a falta de memória, esquecer do que se comeu no mesmo dia ou ter que separar as peúgas para que não sejam de cores diferentes, pois a velhice já começa a minar os nervos e a memória. Isso são sinais fortes de que estamos a ser traídos pelo cansaço da idade.
Nos nossos dias já se investe numa boa qualidade de vida, e em bons livros ou programas que podemos ver na TV, o que antigamente não seria fácil. Contudo a maneira de pensar antigamente nas classes pobres era a sobrevivência e assim não ligavam as horas de descanso porque precisavam de ter rendimentos para poder viver sem ter falta de comida e produtos de primeira necessidade.
Podemos atingir muita idade nos nossos dias se tivermos uma vida regrada, e saudável, e sempre a investir em conhecimentos saudáveis e praticar desportos para a boa formação da postura. Quando sentirmos os primeiros sintomas, devemos recorrer ao médico que depois nos irá dar bons conselhos para atenuar essas mesmas dores, e podemos na verdade chegar a uma idade avançada e gozar a reforma merecida para qualquer pessoa que trabalhou em toda a sua vida.
Desfrutar de encontros com pessoas que procuram os mesmos divertimentos em excursões e festas, leva-nos a ter uma velhice feliz.

Fábula
Consagrado escritor português, José Saramago nasceu a 16 de Novembro de 1922, em Azinhaga, no concelho da Golegã.
Ficcionista, cronista, poeta, autor dramático, coube-lhe a honra de ser o primeiro autor português distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, em 1998.
Esta fábula conta-nos o que ainda acontece nas famílias, onde os pais cuidam dos filhos até serem adultos, e que depois repete-se o inverso, as crianças cuidarem dos avôs ou os mesmo pais.
A tradição da época e o forte ensino de moral regido pela igreja que era muito sobre a vida da família, que ensinava a ser sempre a família a cuidar dos membros ou agregados até aos últimos dias.
Normalmente quando se chega à idade de ficarmos trémulos e não conseguirmos conter as vontades do organismo, nós sentimos que só damos trabalho e não estamos a beneficiar em nada a nossa existência na família.
Os adultos ou seja os filhos que também já são pais, não têm paciência para estarem sempre a limpar e mudar a roupa do velho cada vez que toma uma refeição. O neto apreciava a dificuldade que tinha a comer e o que entornava por causa de tremer muito, e via os pais, a forma indiferente como lidavam com a situação. Então ele começou a fazer com um pedaço de madeira uma coisa que mais seria um brinquedo , e afinal era uma tigela com um formato especial em que não iria deixar entornar a comida. Essa criança tinha um bom coração que até os pais achavam estranho como ele podia ter aquela ideia.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Aparências e Realidades

Todo o fenómeno tem, relativamente ao nosso entendimento e à sua potência de descriminar, uma realidade - quero dizer certos caracteres, ou exprimir uma imagem e certos contornos que o limitam, o definem, lhe dão feição própria no esparso e universal conjunto, e constituem o seu exacto, real e único modo de ser. Somente o erro, a ignorância, os preconceitos, a tradição, a rotina e sobretudo a ilusão, formam em torno de cada fenómeno uma névoa que esbate e deforma os seus contornos, e impede que a visão intelectual o divida no seu exacto, real, e único modo de ser. É justamente o que sucede aos monumentos de Londres mergulhados no nevoeiro... (...) Nas manhãs de nevoeiro numa rua de Londres, há dificuldade em distinguir se a sombra densa que ao longe se empasta é a estátua de um herói ou o fragmento de um tapume. Uma pardacenta ilusão submerge toda a cidade - e com espanto se encontra numa taverna, quem julgara penetrar num templo. Ora para a maioria dos espíritos uma névoa igual flutua sobre as realidades da Vida e do Mundo. Daí vem que quase todos os seus passos são transvios, quase todos os seus juízos são enganos; e estes constantemente estão trocando o templo e a taverna. Raras são as visões intelectuais bastante agudas e poderosas para romper através da neblina e surpreender as linhas exactas, o verdadeiro contorno da realidade.
Eça de Queirós, in 'A Correspondência de Fradique Mendes'
quinta-feira, 13 de maio de 2010
15 de Maio, dia da Cidade
Os “Deolinda” vão actuar no concerto das Festas da Cidade das Caldas da Rainha, a 14 de Maio.
A banda, que lançou recentemente o seu segundo registo, foi a escolha da Autarquia para actuar no habitual concerto nocturno, a 14 de Maio, por ser uma das mais relevantes e interessantes contribuições da cena musical da actualidade.
Há poucos dias a conceituada publicação britânica “Songlines” distinguiu a banda portuguesa com o Prémio “Grupo Revelação”.
Para assinalar o feriado municipal, a 15 de Maio, estão previstas várias cerimónias oficiais mas as iniciativas que integram o programa das comemorações estendem-se ao longo de todo o Mês de Maio.
Neste dia destacamos a cerimónia alusiva à recuperação do emblemático Hotel Lisbonense, pelas 17h30.
Para celebrar o segundo aniversário do CCC, todos os espectáculos em Maio têm descontos, desde que adquiridos até dois dias antes da data marcada.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Acordo Ortográfico

ACORDO A PENSAR NO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO!
O Novo Acordo Ortográfico aprovado em 1990 e publicado no D.R. em 1991 não parece apaixonar a causa da cultura e do ensino da língua portuguesa! Já teve dois protocolos modificados em 2000 e 2004 e continua em banho maria. Parece que é para 2010! Mas será?
Aprovado pela Academia de Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e pelos países de língua portuguesa, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe, pode entrar em vigor desde que 3 países o ratifiquem.
Novas regras de escrita e linguagem e diferentes formas de pronunciar algumas palavras, são exemplos do que se pretende com a uniformização da ortografia.
Sou leigo na matéria, mas sou português, amante da língua de Camões e como milhões de tantos outros penso que a adaptação às novas regras e formas de escrita, torná-la uniforme, compreender e ler como estabelece o Novo Acordo Ortográfico não será tarefa fácil.
Julgo mesmo que na próxima década tudo continuará na mesma, ou talvez não? O maior desafio que os puritanos da língua portuguesa terão pela frente será em primeiro lugar alfabetizar a nossa população e conseguir que as crianças e os jovens entendam o que é isto de lerem livros de português com duas ortografias…
Não seria melhor Portugal fazer um acordo ortográfico com a Galiza onde, segundo reza a história, a língua portuguesa deu os primeiros passos?
“Isto de passar a ler um texto com as alterações do novo acordo vai ter a sua piada! O objetivo que se pretende alcançar é a unificação da ortografia da língua portuguesa, em nova edição, revista e aumentada. Será um processo lento, um projeto arrojado, mas talvez para as novas gerações o percurso de aprendizagem seja mais reto. Excetuando a pronúncia de algumas palavras e a forma como alteram o sentido do texto é admissível que o trajeto de adaptação ainda seja longo mas as expetativas são grandes.
Indo direto ao assunto a tática é esperar pelo novo acordo ortográfico!”
Então, gostaram desta pequena amostra? É giro não é?
Depois digam alguma coisinha !!!
domingo, 9 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Como uma onda do Mar
Recados atualizados para você enviar no Orkut!
Recados atualizados para você enviar no Orkut!
As ondas são como a vida. Vão e vêm, calmas ou violentas. Rebentam na areia, que, no fundo, não é mais do que o nosso próprio mundo, sempre à espera de um abanão...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Ida ao Teatro
Ida ao teatro é obrigatório e aconteceu na Sexta-Feira 7 de Maio de 2010 bem no centro da cidade.
Os alunos no Curso Nocturno dos EFA da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, estiveram a assistir e foi bastante inetressante. A brincadeira desta associação prende-se com o modo como os potenciais espectadores, protagonistas de a Ida ao Teatro, um casal com jeito para tudo complicar, se prepara desastradamente para ir ao teatro - essa coisa "chique" para a pequena-burguesia desse tempo, o tal teatro que é objecto de uma humorada reflexão crítica no célebre Teatro obrigatório, texto fundador de uma ideia de política teatral, já que nele se desenvolve a necessidade didáctica do teatro como obrigação tal como acontece com a escola. Se a escola não fosse obrigatória ninguém iria à escola, diz-se na peça.
A estratégia de raciocínio silogístico e literal faz de Valentim o pai de um absurdo burlesco que tem mais de anarquista e vital que de existencialista, causal e aleatório, como é mais próprio de certas escolas do absurdo. Valentim, o seu burlesco anarquista é, na realidade, vitalista.
Nestas duas pequenas peças e num ambiente de "cabaret" o Teatro da Rainha pretende encontrar formas alternativas de fruição do teatro na cidade, procurando uma relação mais próxima e imediata, mais informal, com os cidadãos e a cidade.
sábado, 1 de maio de 2010
1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho

“A história do Primeiro de Maio mostra, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, como também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.”
O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
10 Razões Para Praticar Yoga
Gostámos de fazer o yoga.
A turma dos EFA 1100 horas Nocturno foi praticar Yoga no dia 20 de Abril no Centro da Juventude da cidade de Caldas da Rainha.
Experimentou e gostou....
Algumas razões para continuar a fazer.
1. Tensão. Se sentimos os ombros e o pescoço tensos, o yoga é uma óptima maneira de lidar com o stress e ansidedade, porque trabalha a nível físico, mental, e emocional.
2. Anti-stress. Se sentimos que a cabeça está tensa, o yoga ajuda a abrandar o ritmo, respirar calmamente, relaxar e encoraja a fazer uma coisa de cada vez.
3. Mudar o mundo. Se nos preocupamos com o estado do mundo, podemos fazer a diferença e causar impacto por simplesmente ter intenção de tornar o mundo melhor, cuidarmos de nós, e enviar energia positiva para o universo. A mudança começa conosco.
4. Flexibilidade. Se não conseguimos chegar com as mãos ao pés, é melhor começar a praticarmos já!
5. Mente Desperta. Os efeitos da aula de yoga vãi-se reflectir nas outras áreas da nossa vida, o yoga porporciona uma maior clareza e percepção mental e isso vai-se notar, especialmente a nível profissional.
6. Novos Amigos. Um centro de yoga é um óptimo sitio para conhecer pessoas com os mesmos interesses que os nossos e fazer amizades.
7. Um corpo tonificado. O yoga para além de todos os benefícios a nível mental e fisiológico também tem benefícios puramente físicos, é uma filosofia de vida mas também um tipo de exercicio físico, e mesmo que não praticamos uma das formas de yoga mais puxadas a nível corporal, vai-se conseguir notar as diferenças, o yoga vai fazer sobresair as nossas melhores caracteristicas, mantermos com aspecto jovem, saúdavel, e com uma postura correcta, sem grande esforço.
8. Melhores Relações. Vai melhorar a vida social e relações em geral, as pessoas à nossa volta vão reparar que estamos mais calmos, serenos e equilibrados, totalmente renovados em cada sessão de yoga.
9. Sintonizar-se. Uma aula de yoga no início da semana prepara para uma semana em grande, demora apenas uma hora a alinhar o nosso corpo, mente, respiração e espírito.
10. Melhoria da Auto-Estima, o yoga vai fazer com que nos sentimos e parecemos melhor, físicamente e emocionalmente, e isso vai fazer com que sentimos melhor conosco mesmo, e também a aceitar aquilo que não pode mudar.
domingo, 25 de abril de 2010
Dia Nacional da Liberdade

Muitas pessoas não sabem o significado desde dia tão importante para Portugal, e que para tal não aconteça vamos explicar muito brevemente o porque da comemoração deste dia.
O golpe de estado militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante a revolta das forças armadas. Este levantamento é conhecido por Dia D, 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
23 de Abril dia do LIvro

Dia Mundial do Livro celebra-se hoje em Portugal e um pouco por todo o mundo
Em Lisboa, o Palácio Galveias recebe nos seus jardins crianças das escolas do 1º ciclo da cidade para um piquenique em que leitura e alimentação saudável dão corpo à máxima “mente sã em corpo são”. Várias escolas e jardins públicos da capital serão hoje palco para piqueniques animados por leituras de contos, ateliers e momentos de teatro.
Na cidade de Évora este dia comemora-se com a estreia da peça "Uma noite na biblioteca", na Biblioteca Pública de Évora. É uma encenação de Luís Varela e conta com as interpretações de Isabel Lopes, José Carlos Faria, Victor Santos e Miguel Araújo.
Em Beja, “Mudar de Vida” é o lema que serve de mote aos festejos promovidos pela Biblioteca Municipal José Saramago. O espectáculo “Pele e Fole”, da Associação Imaginário, irá percorrer a cidade, intercalada por leituras ao desafio por elementos da Homlet – Companhia de Teatro da Sociedade Capricho Bejense. Haverá inúmeras actividades para grupos escolares, pais, filhos e público em geral.
No âmbito das comemorações deste dia, a Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira inaugurou no dia 21 a exposição “Vozes da Liberdade: literatura, liberdade e censura” e lança hoje o livro “A Riba do Rio Grande”, de José Bico de Matos, às 21h30.
O livro é aquele nosso amigo especial que nos faz sonhar, acreditar, lutar, é o amigo que nos faz pensar na vida e também aquele que nos ajuda a aperfeiçoar a escrita…
Oliveira
http://www.publico.pt/
sábado, 24 de abril de 2010
O bem-estar dinamarquês: trabalhar só até às 4 da tarde!
O que faz dos dinamarqueses o povo mais feliz do mundo?
Se pudesse ser engarrafada e comercializada nas lojas, seria o sucesso absoluto de vendas. A verdade, porém, é que nem se sabe ao certo o que ela é: um sorriso, a casa dos sonhos, o carro do ano, o prato que lembra o almoço em família, encontrar um amor para a vida toda, os filhos, os amigos. O que é, afinal, a felicidade? Enquanto a maioria das pessoas tenta achar a resposta a essa pergunta, o psicólogo inglês, da Universidade de Leicester, Adrian White, resolveu pesquisar e encontrar, pelo menos, o lugar em que a felicidade mora. E achou. De acordo com o ranking elaborado pelo pesquisador, que visava mapear o bem-estar no planeta, o país mais feliz do mundo é a Dinamarca.
http://www.foreignersindenmark.dk/display.cfm?article=1000668&page=A+Dinamarca+de+cada+um
sábado, 17 de abril de 2010
Passeio e poesia
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Uma aventura única, singular e diferente.
Uma viagem multidisciplinar, que conjuga a aprendizagem de diversas disciplinas assistindo-se a um Recital e conversando-se sobre Poesia com Nuno Miguel Henriques, durante uma parte da viagem em verdadeiro espectáculo poetico, onde o cenario são as águas dos rios, as luzes das cidades ou simplemente outras navegaçõe, além de endereços e apontamentos, ilustrados por sons musicais e muitas vezes naturais das aves e do bater das correntes e da mutação constante que a água leva no seu percurso natural e poético.
Durante o resto do tempo, vislumbra-se a paisagem nesta viagem e com poesia portuguesa e imbuida de um espirito aventureiro, numa dança de alma e da lingua portuguesa.
Durante o resto do tempo, vislumbra-se a paisagem nesta viagem e com poesia portuguesa e imbuida de um espirito aventureiro, numa dança de alma e da lingua portuguesa.
Em qualquer do casos, o reportório é escolhido conforme o público presente, aceitando o Museu da Poesia sugestões de organizadores.
quarta-feira, 31 de março de 2010
“Soldado Vigilante” no Beco do Forno



O Teatro da Rainha encenou o “Soldado Vigilante”, de Cervantes, no Beco do Forno, nas Caldas da Rainha, numa iniciativa que ficou integrada no Dia Mundial do Teatro, que se comemorou a 27 de Março.
A turma dos EFA nocturno da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, esteve lá a assistir.
O “Soldado Vigilante”Representação teatral burlesca que conta como “o ciúme pode afastar uma criatura de Deus de uma percepção aferida da realidade”
O “Soldado Vigilante”Representação teatral burlesca que conta como “o ciúme pode afastar uma criatura de Deus de uma percepção aferida da realidade”
Um sacristão concupiscente.
Um moço pedinte.
Um moço pedinte.
Um sapateiro astucioso e matreiro.
Um mercador disfarçado e vindo das bandas de África.
Um mercador disfarçado e vindo das bandas de África.
Uma moça casadoira.
Uma ama cheia de salero….
E maior que as criaturas que cria ele próprio Miguel Cervantes de Saavedra.
A interpretação desta peça teatral esteve a cargo de Carolina Todo Bom, Carlos Borges, José Carlos Faria, João Fernandes e Octávio Teixeira, com a colaboração artística de Rogério Guimarães, tradução, cenografia e figurinos de José Carlos Faria, e encenação de Fernando Mora Ramos.
sexta-feira, 26 de março de 2010
A toda a comunidade escolar desejo-vos uma boa páscoa e um bom descanso escolar

É tempo de termos outra paragem escolar nestas férias, torna-se muito gratificante. Para nós não é tarefa fácil ao termos que desempenhar este papel de estudantes trabalhadores. Sendo a nossa constante correria durante a semana, e depois de um dia de trabalho, temos que ir para as aulas num ritmo alucinante. Boa Páscoa para todos.
Finalmente vamos estar de férias da páscoa

Já reparaste que a Páscoa não acontece sempre no mesmo dia do ano? Por exemplo, o dia 25 de Dezembro é o dia do Natal e isso para nós nunca muda de data, mas o nosso coelhinho vive saltando de data em data no calendário e nós temos que correr atrás para descobrir em que dia vai parar, e mais... sabias que quem determina o dia da Páscoa não é o nosso calendário normal, mas o calendário lunar! Bem, este que é o assunto complicado...
O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre depois de 21 Março (início da primavera), pois a Lua Cheia não é a Lua Cheia verdadeira que conhecemos. Ela é uma lua a fingir, chamada “lua eclesiástica”, feita a partir de muitos cálculos pela Igreja. A sequência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de Março e no máximo em 24 de Abril, transformando a Páscoa numa festa móvel.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Exercícios para o corpo.

No passado dia 4 de Fevereiro fui conhecer o Centro da Juventude na cidade das Caldas da Rainha. Trata-se de um espaço privilegiado pela sua infra-estrutura e equipamentos, o que contribui para o saudável desenvolvimento sociocultural dos jovens do nosso concelho.
A convite da Escola onde estou a tirar o curso EFA e da professora do núcleo gerador Saúde-CLC fomos, nesse dia, conhecer como se faz exercícios de postura corporal, e estávamos vestidos a rigor com roupas confortáveis o ideal para os bons movimentos físicos. A nossa turma estava presente uns minutos antes de começar a aula e tivemos a oportunidade de ver as instalações e tomar uma bebida no bar dessas mesmas instalações. Chegada a hora então fomos para a sala e começámos a seguir as instruções da professora.
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Fizemos diversos movimentos tais como flexões, estimulámos os músculos centrais das costas. A força, a tonificação e o alongamento são trabalhos de dentro para fora do corpo, tornando-o forte, bonito e saudável. A aula apresentou exercícios suaves e eficazes, com poucas repetições de cada movimento e grande reportório de exercícios. Passada uma hora e alguns minutos estávamos todos um pouco cansados e transpirados, resultado do envolvimento quase sem parar de tudo o que a professora nos dizia. Por mim, afirmo que gostei bastante e só peço uma continuação para que a minha postura seja sempre correcta e para me sentir bem fisicamente.
Espero voltar.
06-02-2010 Américo Pata
domingo, 31 de janeiro de 2010
Clube dos poetas mortos
Neste filme, John Keating (Robin Williams) é um professor na Academia Welton, em Inglaterra, famosa pelo rigor e tradição do seu sistema de ensino. Pouco convencional, pede aos alunos para, através da poesia, começarem a pensar pelas suas cabeças, desenvolverem um espírito crítico e a viver intensamente os seus projectos de vida.
http://semibreve.wordpress.com/2009/01/28/clube-dos-poetas-mortos/
http://semibreve.wordpress.com/2009/01/28/clube-dos-poetas-mortos/
sábado, 30 de janeiro de 2010
Olá a todos
Zapatero quer subir a idade da reforma para 67 anos

Oposição e sindicatos criticam a proposta, mas Governo diz que é a única solução para que o sistema continue sustentável
Os espanhóis que celebram 51 anos em 2010 acabam de receber uma prenda envenenada do Governo: terão de trabalhar mais dois anos do que pensavam, com os socialistas de José Luis Zapatero a proporem o aumento da idade de reforma dos 65 para os 67 anos. Um aumento que será progressivo: mais dois meses de trabalho por ano a contar de 2013 (começando por isso por afectar os nascidos em 1948), e que estará totalmente implementado em 2024.
"É uma proposta. Temos muito tempo para discutir", disse a ministra da Economia, Elena Salgado, confrontada com as críticas da oposição e dos sindicatos. Só os patrões, que defendem o aumento da idade da reforma para os 70 anos, estão satisfeitos. Para o Partido Popular (à frente nas sondagens para as eleições de 2012), a proposta "é começar a casa pelo telhado", enquanto que a Esquerda Unida defende que este é "o maior golpe ao modelo social".
O aumento da idade da reforma já foi aplicado noutros países europeus, como Alemanha ou Reino Unido. Em Portugal, o efeito é o mesmo. O chamado "factor de sustentabilidade" determina cortes nas pensões à medida que aumenta a esperança média de vida. Assim, este ano, os trabalhadores que se quiseram reformar aos 65 anos têm de trabalhar mais dois a cinco meses (dependendo da carreira contributiva), para evitar um corte de 1,65% na pensão. Trata-se de uma solução mais progressiva, mas que cria alguma incerteza quanto às futuras reformas.
O sistema de segurança social espanhol ainda não se encontra no vermelho, sendo viável nos actuais moldes até 2023. "Se nós queremos que continue sustentável para lá de 2023, é necessário fazer reformas", disse o ministro do Trabalho, Celestino Corbacho. Até agora, contudo, o ministro mostrava-se contra o aumento para os 67 anos, preferindo antes iniciativas para incentivar o adiar voluntário da idade da reforma. Actualmente, a idade real de abandono da vida activa é de 63,6 anos.
Em estudo está também passar a usar os últimos 20 anos de descontos e não apenas os últimos 15 para fazer o cálculo, o que a longo prazo significa pensões mais baixas. A proposta dos socialistas passa ainda por aumentar a idade mínima para a pré-reforma (hoje nos 52 anos).
A culpa para esta mudança, diz o Governo, é do aumento da esperança média de vida, que poderá por em causa o actual sistema de Segurança Social. Segundo o Instituto Nacional de Estatística espanhol, se nada mudar, em 2049, por cada dez pessoas potencialmente no activo (com idades entre os 16 e os 64 anos), haverá nove inactivos (crianças com menos de 16 anos, mas principalmente idosos com mais de 64 anos).
Os espanhóis que celebram 51 anos em 2010 acabam de receber uma prenda envenenada do Governo: terão de trabalhar mais dois anos do que pensavam, com os socialistas de José Luis Zapatero a proporem o aumento da idade de reforma dos 65 para os 67 anos. Um aumento que será progressivo: mais dois meses de trabalho por ano a contar de 2013 (começando por isso por afectar os nascidos em 1948), e que estará totalmente implementado em 2024.
"É uma proposta. Temos muito tempo para discutir", disse a ministra da Economia, Elena Salgado, confrontada com as críticas da oposição e dos sindicatos. Só os patrões, que defendem o aumento da idade da reforma para os 70 anos, estão satisfeitos. Para o Partido Popular (à frente nas sondagens para as eleições de 2012), a proposta "é começar a casa pelo telhado", enquanto que a Esquerda Unida defende que este é "o maior golpe ao modelo social".
O aumento da idade da reforma já foi aplicado noutros países europeus, como Alemanha ou Reino Unido. Em Portugal, o efeito é o mesmo. O chamado "factor de sustentabilidade" determina cortes nas pensões à medida que aumenta a esperança média de vida. Assim, este ano, os trabalhadores que se quiseram reformar aos 65 anos têm de trabalhar mais dois a cinco meses (dependendo da carreira contributiva), para evitar um corte de 1,65% na pensão. Trata-se de uma solução mais progressiva, mas que cria alguma incerteza quanto às futuras reformas.
O sistema de segurança social espanhol ainda não se encontra no vermelho, sendo viável nos actuais moldes até 2023. "Se nós queremos que continue sustentável para lá de 2023, é necessário fazer reformas", disse o ministro do Trabalho, Celestino Corbacho. Até agora, contudo, o ministro mostrava-se contra o aumento para os 67 anos, preferindo antes iniciativas para incentivar o adiar voluntário da idade da reforma. Actualmente, a idade real de abandono da vida activa é de 63,6 anos.
Em estudo está também passar a usar os últimos 20 anos de descontos e não apenas os últimos 15 para fazer o cálculo, o que a longo prazo significa pensões mais baixas. A proposta dos socialistas passa ainda por aumentar a idade mínima para a pré-reforma (hoje nos 52 anos).
A culpa para esta mudança, diz o Governo, é do aumento da esperança média de vida, que poderá por em causa o actual sistema de Segurança Social. Segundo o Instituto Nacional de Estatística espanhol, se nada mudar, em 2049, por cada dez pessoas potencialmente no activo (com idades entre os 16 e os 64 anos), haverá nove inactivos (crianças com menos de 16 anos, mas principalmente idosos com mais de 64 anos).
Yoga

O Yoga é uma antiga filosofia de vida que se originou na Índia há mais de 5000 anos.
Não obstante, ele figura ainda hoje em todo o mundo como o mais antigo e holístico sistema para colocar em forma o corpo e a mente. Literalmente, Yoga significa união pois ele une e integra o corpo, a mente e nossas emoções para que sejamos capazes de agir de acordo com nossos pensamentos e com o que sentimos.
O Yoga nos induz a um profundo relaxamento, tranqüilidade mental, concentração, clareza de pensamento e percepção interior juntamente com o fortalecimento do corpo físico e o desenvolvimento da flexibilidade.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Feliz Ano Novo para toda a turma e professores.
Ano Novo - Glitter Para Orkut
Quero desejar a todos um feliz 2010, em que a paz e a harmonia falem mais alto e os nossos corações estejam abertos à compreensão e à tolerância. Que o Ano Novo contemple os sonhos não realizados e embale as nossas esperanças de um mundo melhor, fraterno e, sobretudo, mais justo.
Como no hino pacifista de John Lennon, vamos esperar que 2010 seja um ano sem guerras, sem sofrimentos e violência. Um ano que seja marcado pela concórdia em vez da desunião, com o amor prevalecendo sobre o ódio e com o companheirismo conduzindo as nossas ações.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
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